Victor Willis, frontman do Village People: Eu criei, é meu
10th maio 2012 · 0 Comments

Victor Willis, frontman do Village People, estava em meio a um processo judicial, tentando recuperar os direitos autorais sobre algumas músicas compostas por ele e ela banda, como a famosíssima “YMCA”. Finalmente, conseguiu seus direitos de volta.
O processo havia começado em agosto de 2011, quando Willis passou a se basear em um adendo feito à lei americana de direitos autorais de 1978. O artigo adicionado à lei, dá aos artistas algo chamado de “direitos de interrupção”, no qual os criadores da obra podem recuperar os direitos sobre ela depois de 35 anos do lançamento original.
Contra Willis, tentando deter os direitos das músicas – outras 32 faixas, além de “YMCA” – estavam a Scorpio Music e a Can’t Stop Productions. Perdendo os direitos sobre as músicas, as gravadoras e produtoras passarão a correr alguns riscos, já que o músico pode escolher o que fazer e para quem vender suas músicas sozinho, sem ter que repassar nada para a gravadora. Os artistas poderão licenciar suas músicas para comerciais e filmes, vendê-las para outros selos ou assumir a distribuição das obras.
As empresas que dependem da venda de catálogos antigos podem sofrer um bocado com isso. A Sony, por exemplo, tem boa parte de seus lucros vinda daí, principalmente depois de ter comprado os catálogos da EMI. Logo, para não prejudicar essas gigantes, a lei tem algumas especificações que diminuem muito a quantidade de artistas que poderiam reaver suas obras: no caso, Willis conseguiu o que queria por ter sido “contratado” para fazer parte da banda, e suas músicas eram feitas “sob encomenda”.
Mesmo com os pormenores da lei que dificultam para os músicos e facilitam para as gravadoras e produtoras, o que importa é que Willis conseguiu recuperar suas obras no primeiro caso desse tipo que vai a julgamento. Um caso semelhante foi o de Eminem, que fez com que os artistas passassem a receber 50% dos lucros com as vendas de versões digitais das músicas. Realmente, a empresa fonográfica está, cada vez mais, em meio a uma revolta da qual não tem muitas chances de sair ilesa.




